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Governança de TI para empresas em crescimento

* Por Gisela Crespo

Fonte: HDI Brasil

Neste mundo globalizado e competitivo muito se fala sobre Governança. Para que possamos ter melhor compreensão sobre este tema e entendermos melhor qual o seu papel para o sucesso empresarial, precisamos estudar um pouco sobre a sua origem e sobre os fatores que impulsionaram essa tendência.

Existem diversos fatores, como a elevada remuneração dos CEOs, a defesa dos direitos dos acionistas minoritários, a busca de razões que expliquem o sucesso das empresas e, mais recentemente, a necessidade de se compreender os mecanismos que geraram as fraudes nos balanços de grandes corporações.

Este conceito não é recente, mas tomou força na década de 80. No Brasil somente se destacou com a abertura da economia, o aumento dos investimentos estrangeiros no país e com o crescente número de empresas brasileiras acessando os mercados internacionais.

Segundo Carvalbal da Silva, Governança de TI é uma derivação da Governança Corporativa, estruturas de relacionamentos e processos para dirigir e controlar a organização no alcance de seus objetivos, agregar valor a eles e, ao mesmo tempo, equilibrar os riscos em relação ao retorno da tecnologia da informação e a seus processos. São estruturas e procedimentos que buscam garantir que a Tecnologia da Informação suporte e leve os objetivos e estratégias da empresa a assumirem o seu valor máximo. Permitem controlar a execução e a qualidade dos serviços. Viabilizam o acompanhamento de contratos internos e externos. Definem, enfim, as condições para o exercício eficaz da gestão com base em conceitos consolidados de qualidade.

Destacam-se diversas iniciativas recentes de estímulo e aperfeiçoamento da governança no Brasil:

• A criação do novo mercado da Bolsa de Valores de São Paulo (BOVESPA),
• A Lei das Sociedades por Ações,
• O Código do Instituto Brasileiro de Governança Corporativa (IBGC),
• As recomendações da Comissão de Valores Mobiliários (CVM),
• O ativismo do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) e dos fundos de pensão.

Mesmo com o grande avanço, muitas empresas brasileiras ainda possuem uma estrutura não condizente com o que são consideradas as melhores práticas de governança corporativa, tais como conselheiros de administração não independentes, gestão familiar não profissional, falta de transparência, restrição aos direitos dos acionistas minoritários. Com isso, o investidor tem receio e paga menos pelas ações das companhias com esse perfil.

Os benefícios da Governança de TI aos negócios são conseguidos pela somatória de conhecimentos da empresa e da maturidade dos processos implantados e sua realização contínua, que poderão gerar a eficiência e a qualidade, resultando no crescimento de todos os envolvidos dentro deste processo.

* Gisela Crespo é professora da Faculdade Módulo.

 

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