Busca 
  Home
> Sobre a ABES
> ABES INFORMA
> Artigos ABES
> Marcelo Ceribelli
Redação
Soumitra Dutta
Marcelo Prauchner Duarte
Mauricio Kigiela
HDI - Brasil
Jim DiMarzio
Antônio Eduardo Mendes da Silva
Marcelo Lemos
Sérgio F. Averbach & Jairo Okret
Deep Birring
Christian B.
Christian B.
Guilherme de Assis Brasil
Angela Souza
Waldir Arevolo
Marcello Bosio
Patrícia Epperlein
Vagner Jaime Rodrigues
HDI Brasil
Pedro Bicudo
Luiz Brasil
Aleksandar Mandic
Gisela Crespo
Gladis Costa
Celso Henrique
Bruno Silveira Cruz
Alessandro Damasio
Edmilson Rosa
Marcelo Ceribelli
Dov Bigio
Charles Sola
Marcelo Toledo
César Ribeiro
Rui Rosado
Cristina Nogueira
Maurício da Costa e Silva
Pablo Cavalcanti
Luiz Camara
Ricardo Aun
Leonardo Bon
Dieter Kelber
João Moretti
Décio Sartore
Roberto Rebouças
Glauter Jannuzzi
Sérgio Parasmo
Wagner Sanchez
Sergio Machado
Marcos Abellón
Jeroen Klink e Luis Paulo Bresciani
Celso Poderoso
João Moretti
Armando Terribili Fº
Eder Carlos da Silva
Eduardo Favaretto
Armando Terribili Filho
Ricardo Collazo
Miguel Ruiz
Miguel Ruiz
Roberto Carlos Santos e Rodrigo Thompson
André Vilela
Sérgio Basílio
Eduardo Lopez
Rogério Oliveira
Glauter Fonseca Jannuzzi
Luiz Cláudio Menezes
Jayme Rezende
Cleber Morais
Paula Dunn & Richard Medugno
Carlos A. Dariani
Paulo Antenor de Oliveira
Francisco Camargo
Sérgio Carvalho e Miguel Ruiz
Alexandre Fernandes Barbosa
Emilio Umeoka
Marcelo Boralli
Robert S. Last
Luiz C.
Os desafios da Hiperconectividade*

Entramos em uma era da nossa indústria marcada pela hiperconectividade e que impactará enormemente tanto a estrutura das redes, quanto a forma como interagimos com ela. Este momento é caracterizado pelo fato de que todo elemento que possa ser conectado em rede será conectado.

Na Nortel definimos a hiperconectividade como o estado em que o número de conexões de rede ultrapassa o número de seres humanos utilizando-a. Estas conexões podem ser tanto para comunicações pessoa a pessoa, quanto para pessoa à máquina e máquina a máquina. De fato, a análise feita pela Nortel sugere que o tráfego orientado para máquinas irá superar o tráfego orientado à pessoas em três a cinco anos. Este evento será tão significativo, e traz um impacto tão grande para indústria, quanto o momento em que o tráfego de dados superou o de voz nas redes.

Voltemos no tempo para observar como esta tendência se insere na evolução recente da indústria em termos mundiais. Podemos identificar que esse progresso foi marcado por eras que duraram cerca de cinco anos. Em linhas gerais podemos dizer que até a primeira metade da década de noventa foi marcada pela conectividade, relativamente baixa, cerca de 10 pessoas para cada conexão. Nesta época, a grande discussão foi qual o tipo de tecnologia utilizar, baseadas em pacotes ou circuitos, redes dedicadas ou compartilhadas, entre outras. No início havia várias opções, pouca padronização e alto custo. Ao final, havia claros ganhadores, tal qual Ethernet na LAN, IP na camada 3, etc. As empresas que abraçaram a padronização saíram fortalecidas.

A fase seguinte, iniciada ao redor de 1995, foi marcada pela construção de redes em massa. O objetivo era formar redes mais rápidas, com o maior alcance, no menor período de tempo e ao menor custo possível, visando conectar o máximo de casas e empresas. Nesta época, o foco estava em reduzir custos e aumentar a escala das redes. Ao final desta fase a relação entre pessoas e conexões estava ao redor de um para um. Neste momento ficou clara a necessidade de controlar melhor quem entrava na rede, garantindo segurança, o que marca o início da próxima era focada em adicionar inteligência e mobilidade à rede. Período de grande inovação e com novas oportunidades e desafios.

Podemos constatar que chegamos ao fim desta época, uma vez que há pouquíssima diferenciação entre fornecedores e seus produtos. Praticamente todos têm uma rede de alto desempenho com algum nível de segurança e mobilidade. A nossa visão é de que de 2007 para cá, estamos entrando em um momento com novos desafios, tendo a reinvenção das aplicações e a verdadeira experiência de banda larga sendo puxadas pela hiperconectividade.

Enquanto ao fim da era anterior a média de conexões por pessoa havia dobrado, agora, com a hiperconectividade, a relação sobe para 10. Não só há cada vez mais assessórios conectados, tais como PDA, notebook, assim como temos máquinas conectadas diretamente, como o monitoramento de veículos e de consumo de energia. Isto significa que as técnicas e conceitos que desenvolvemos até aqui para lidar com um mundo centrado nos humanos terão que ser reinventados. Isto requer novas tecnologias de segurança, de descoberta automática de rede e de transporte.

Com a hiperconectividade aumenta a pressão para reinvenção das aplicações, que até então eram isoladas, monolíticas e passam a ser integradas, de forma que os múltiplos equipamentos sendo conectados, conversem entre si de forma transparente. Além disso, que aplicações empresariais tragam capacidade de comunicação integrada. Comunicação unificada é um importante passo e tecnologias como SOA (Arquitetura Orientada a Serviços) e Webservices são blocos construtivos fundamentais nesta etapa.

Naturalmente a rede precisa acompanhar e a terceira tendência que acompanha esta era é a da verdadeira experiência da banda larga. Os usuários hipercontectados demandam conexão transparente, independente do local e da rede, o que ainda não é entregue. Sem falar da demanda por capacidade adicional muito acima do disponível atualmente nas redes otimizadas para voz. Por exemplo, caso apenas 6% dos usuários atuais de redes 3G decidissem baixar vídeo simultaneamente, a rede cairia.

A Nortel estima que em 2010 haja 10 elementos conectados à rede para cada pessoa utilizando-os nos mercados mais desenvolvidos. Isto coloca uma forte pressão tanto nas redes corporativas quanto nas das operadoras de telecomunicações. Isto traz complexidade, pois adiciona diversidade de serviços e terminais associada à densidade de tráfego. Portanto, para aproveitar os benefícios trazidos pela hiperconectividade, teremos que repensar como construímos as redes. Teremos que reduzir significativamente os custos de construir e operar, o que terá que ser feito por meio da simplificação do desenho da rede. Estamos levando isto em consideração nos nossos projetos e planos de futuro?

* Marcelo Ceribelli é diretor de Redes Sem Fio da Nortel Brasil

 

OK
Conteúdo exclusivo para Associados
Login
Senha
       Esqueci minha senha

 
  Faça sua filiação

 
  Busque parcerias

 
 
 
 
 

Copyright 2010. Todos os direitos reservados à ABES