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Alinhamento estratégico
* Cristina Nogueira

A última década foi bastante marcada pelo uso do chamado Planejamento Estratégico Anual, como forma de alinhar toda a organização numa mesma direção, tendo como grande objetivo a manutenção de foco, agilidade e efetividade na busca de resultados.

A importância de entregar o resultado prometido está diretamente relacionada com a credibilidade que o mercado irá depositar na empresa e, no caso daquelas de capital aberto, isto significa em última instância, a valorização de suas ações em bolsa.

Inúmeras metodologias foram desenvolvidas e atualmente, a forma de se fazer o planejamento estratégico não é um grande fator competitivo, pois tais modelos estão disponíveis e ao alcance de praticamente todas as organizações.

Assim sendo, o que faz com que algumas empresas consigam implementar o seu Planejamento de Negócio, atingir resultados e outras não? A resposta para muitos parece óbvia, pois certamente está relacionado com sua capacidade de execução. Portanto não é somente a existência de um Planejamento Estratégico e sua divulgação clara para todos os funcionários que garante que o resultado seja atingido, mas sim a execução impecável do plano, e que certamente inclui como as pessoas agem e interagem frente aos compromissos assumidos no plano estratégico anual.

A Axialent há tempos estuda os principais motivos que levam à má execução dos planos estratégicos, e dentre eles encontramos sempre fatores relacionados à dimensão humana de relacionamento e interação, tais como:
  • A comunicação não é clara e autêntica, principalmente entre grupos;
  • Evita-se a confrontação “nua e crua” dos fatos. Principalmente quando existe escassez de recursos e/ou diferença de pontos de vista, onde certamente há necessidade de negociações entre pessoas e áreas;
  • As negociações não são exatamente colaborativas entre unidades de negócio e geografias;
  • Faltam habilidades de coordenação adequadas para que os compromissos sejam impecáveis, e sejam cumpridos com total integridade;
  • Existência de pessoas que adotam postura de vítima ou que se escondem atrás de acordos não muito claros;
  • Existência de questões que “não possam” ser discutidas;
  • Pouca disposição para que o sistema seja otimizado; com a necessidade de sub-otimização das partes.
  • Pouco entendimento do impacto dos objetivos e estratégias definidos, na cultura organizacional.
O que poucos talvez tenham consciência é de que os processos de planejamento estratégico englobam uma rede complexa de compromissos e, portanto têm como requisito não apenas ferramentas que auxiliem na criação dos objetivos, táticas e métricas, mas que também atuem na dimensão humana, melhorando a capacidade das pessoas em:
  • Ter uma comunicação autêntica, honesta e respeitosa;
  • Negociar de forma construtiva e efetiva;
  • Coordenar ações entre pessoas e entre equipes, com uma atitude de integridade e responsabilidade incondicionais.
Vemos que a tendência das organizações é elaborar o planejamento estratégico e divulgá-lo para toda a rede de colaboradores internos, deixando as conversas entre equipes e entre áreas (relação de interdependência) acontecerem somente ao longo do ano, durante a execução. Dessa forma, todas as possíveis divergências acontecerão durante o ano, tornando o processo de execução moroso e pouco eficaz.

A prática de alinhamento estratégico tem como objetivo auxiliar as empresas em seu planejamento de negócios, integrando a dimensão técnica da elaboração dos planos, geralmente já presente nas organizações, com a dimensão humana da interação (foco de nossa atuação). A Axialent dispõe de algumas ferramentas que tornam o processo dito “soft”, extremamente eficaz.

O grande conceito desta dinâmica é de que o ano inicia com todas as pessoas interagindo, defendendo seus pontos de vista, negociando investimentos e recursos de forma produtiva e pró-ativa, sincronizando prioridades através de diálogos construtivos, de forma prévia ao início do ano fiscal. Isso garante que após o evento, os funcionários tenham bastante claros os objetivos, as metas já acordadas, a distribuição de recursos e os investimentos definidos, e ao longo do ano somente executem dentro do foco acordado.

Isto é feito através de reuniões chaves inseridas como parte do processo de planejamento estratégico existente, trabalhando com as equipes na infra-estrutura humana, criando uma cultura de aprendizagem, responsabilidade incondicional e coordenação impecável.

* Cristina Nogueira é presidente da Axialent, empresa de consultoria dedicada ao desenvolvimento de indivíduos, equipes e organizações.
 

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