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Luiz C.
BI não é commodity

* Por Luiz Camara

A consolidação do mercado de Business Intelligence (BI) não alterará de maneira significativa a forma como as empresas conduzem seu processo de compra de software no setor, comparando vantagens, custos e diferenciais.

Com menos fornecedores, cada vez mais as companhias tenderão a avaliar as diversas soluções disponíveis, para então optar por aquela que seja mais adequada às suas necessidades, de preferência oferecendo aquele algo mais que sempre se espera de qualquer vendedor. A tônica das perguntas feitas pelas empresas é: “o que você, fornecedor, pode fazer pelo meu negócio?”

Hoje, o que se espera é que as soluções de BI possam ir muito além do “data warehousing” e dos métodos convencionais de relatórios e entregas de informação. Nesse sentido, a especialização e a inovação em aplicações de larga escala, envolvendo grandes volumes de dados, são diferenciais de peso.

Estamos falando, neste caso, de ferramentas de BI que permitam às companhias oferecer a seus clientes acesso direto a seus sistemas operacionais, tais como os de Faturamento, Cobrança e Atendimento ao Consumidor, sem esquecer que, para isso, é preciso disponibilizar aplicações de fácil utilização pela internet, para que os usuários possam acompanhar as informações que lhes interessam sem dificuldade.

Oferecer às empresas essas possibilidades significa dar a elas a oportunidade de estreitar o relacionamento com seus clientes. Imagine o valor disso para companhias que lidam com grandes massas, como as dos setores financeiro, de telecom, industrial e e-commerce. Isso significa expandir o uso corporativo do BI, beneficiando diretamente aqueles que são a razão de ser de qualquer empresa: os clientes.

Essa forma de enxergar a inteligência corporativa está dentro de um conceito chamado “BI Operacional”, que visa justamente embutir no processo analítico das empresas a estrutura de negócio operacional capaz de desencadear tomadas de decisão e colaboração. A idéia é disponibilizar informações inteligentes em tempo real, alinhadas à estratégia da empresa, otimizando o uso de dados operacionais e levando a companhia a alcançar excelência operacional.

Com operações cada vez mais complexas no ambiente global, aumenta também a necessidade das corporações por soluções de BI que cheguem ao detalhe do negócio. Soluções que estejam embutidas dentro dos processos essenciais do negócio. Como tornar isso possível? Com o BI Operacional. Dessa forma, pode-se criar e implementar processos de negócios mais inteligentes, que não só monitorem e disponibilizem a informação, mas antevejam a necessidade de tomada de decisão e forneçam somente o dado correto e preciso, que dê o suporte à decisão no tempo necessário.

Só os fornecedores que comprovarem aos seus clientes que podem oferecer tais vantagens competitivas, sendo de fato um parceiro em sua estratégia de negócios, poderão brigar pelo mercado no segmento de BI.

* Luiz Camara é presidente da InfoBuild Brasil

 

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