Por Marcelo Boralli*
Para acompanhar a dinâmica do mercado, os empresários têm consciência de que o funcionamento do negócio não pode ser visto por apenas um ângulo. A visão holística (visão do todo) deve estar presente em cada decisão estratégica e o envolvimento de profissionais que até então não faziam parte ativa desse contexto hoje é essencial.
Trata-se de uma nova fase dentro das corporações, na qual o papel do CIO (Chief Information Officer) tem ido além do controle das atividades operacionais e corriqueiras da área de TI, passando a atuar na estratégia da empresa e influenciando diretamente nas decisões de negócio. Essa situação, que exige do executivo polivalência, flexibilidade e capacidade de entendimento profundo do negócio, sem, no entanto perder o controle de seus processos operacionais, faz da terceirização uma grande aliada. Nesse ponto, o outsourcing é uma ferramenta capaz de resolver, se não na totalidade, a maioria dos problemas computacionais que não fazem parte do escopo de negócio da empresa.
Ao contratar serviços especializados, as empresas economizam recursos financeiros e humanos sem perder o controle operacional. Tornam-se mais ágeis para a implementação de novos sistemas, permitindo que o profissional de TI otimize os recursos tecnológicos, colaborando diretamente para a maior agilidade e produtividade da empresa e garantindo a melhor relação custo x benefício e controle de riscos da companhia. De acordo com uma pesquisa mundial realizada pelo Gartner Group, nos próximos três anos somente 35% do staff de TI das corporações estarão voltados à tecnologia propriamente dita.
Quem procura um fornecedor de outsourcing, na verdade, precisa contar com um parceiro tecnológico capaz de analisar as reais necessidades de terceirização dos processos do cliente e identificar o momento adequado de agir. Entre as opções que as empresas encontram e que o mercado atualmente oferece, a busca pela terceirização vai desde o desenvolvimento dos processos de um site até a operação e gerenciamento de todo o parque de TI instalado da empresa.
Uma constante preocupação levantada pelos executivos, quando o assunto é outsourcing, é se a transferência do gerenciamento pode representar a perda de controle. Certamente, se a operação de um ambiente de missão crítica está sob a responsabilidade do gerente de TI, acima de tudo, ele necessita estabelecer um relacionamento de parceria com seu provedor de serviços.
Existem diversas maneiras de maximizar esse relacionamento para garantir o total sucesso da administração e da operação do ambiente computacional. Alguns exemplos são o entendimento do processo de escalonamento e o impacto das ações em função da severidade dos problemas; certificação de que os níveis de expertise técnicos e tempo de resolução de problemas estejam de acordo com as expectativas do cliente; e a garantia de que o prestador de serviços entenda a estrutura de notificações da empresa.
Apesar da identificação dos novos caminhos, os avanços e adoções de novos conceitos levam tempo. O modelo de outsourcing exige evolução e convergência contínua de pessoas, processos e empresas.
Contudo, as empresas migrarão gradativamente para estruturas híbridas, testando periodicamente os conceitos e propostas. O outsourcing ganhará cada vez mais espaço, mas, acima de tudo, o sucesso continuará sempre dependendo da qualidade e credibilidade oferecidas.
* Marcelo Boralli é diretor de Novos Negócios da DH&C OUTSOURCCING