* Por Miguel Ruiz
A adoção e o uso da Tecnologia da Informação pelas empresas trazem diversas vantagens, entre elas a otimização dos processos internos, o que proporciona o avanço dos negócios e aumenta a competitividade.
Nesse sentido, os recursos disponibilizados pela TI devem ser explorados de acordo com o planejamento estratégico e alinhados à proposta da empresa, pois, do contrário, se utilizados apenas de forma emergencial, só geram custos desnecessários.
Hoje, a TI tornou-se uma questão de sobrevivência mercadológica. Se analisarmos a quantidade de programas desenvolvidos internamente para a diminuição de gastos, vemos que este é o momento de redução de custos e, por sobrevivência, devemos buscar sempre o ajuste de foco nos negócios e controle de atividades.
Saber se a plataforma de TI está posicionada estrategicamente com a empresa é uma questão que deve estar na cabeça de cada gestor, mas também os custos, que são comprometidos pela área, devem ser examinados minuciosamente. Medir esses dados é difícil, pois, de certa forma, a TI é intangível e o conhecimento da atividade, muitas vezes, é restrito.
Hoje é comum ouvir falar que os investimentos feitos pela empresa X em tecnologia de ponta foram em bilhões de reais, mas é indispensável saber se o valor aplicado supriu as necessidades; se o montante sofrerá modificações posteriores pela falta de conhecimento prévio do negócio; e se apresenta soluções harmônicas com o alinhamento estratégico da empresa e com os seus planos para os próximos dez ou 20 anos.
Essas soluções extremas e rápidas para gestão da área são anunciadas todos os dias, mas buscar meios mais eficientes e de custo acessível, que demonstrem qualidade, são pontos que devem ser considerados. Nem sempre o serviço com custo mais alto é o ideal para ser utilizado.
Como a empresa vai atingir o êxito se implantar qualquer sistema de gerenciamento? A dúvida sempre existirá. Nada garante a sobrevivência do seu negócio e o investimento de bilhões de reais poderá ser perdido.
Implantar ou reestruturar a TI em uma empresa necessita de um estudo complexo da gestão, dos objetivos da própria empresa e de todos os itens necessários para que o projeto alcance o sucesso. Caberá ao gestor avaliar os aspectos estratégicos; os recursos físicos; lógicos (como hardware, servidores e compartilhamento de redes) e humanos competentes para a atividade.
E ainda é preciso estudar quais os softwares e sistemas são mais compatíveis com a gestão da empresa, estabelecer políticas de privacidade e segurança, optar ou não pela adoção do sistema de telefonia VoIP (voz sobre Internet) para economizar os custos de comunicação.
Como se não fosse o suficiente, deve ainda examinar os recursos humanos que terão de gerir a área, que são a “alma da empresa”, pois tudo o que acontece diariamente em outros departamentos, como serviços, recursos humanos, finanças, gestão e atendimento ao cliente, afetam o consumidor final. A competência e a disponibilidade de um profissional especializado para atender o que a empresa necessita é de extrema importância para os negócios.
O acesso à TI e a todos os benefícios que ela pode trazer às empresas não pode ser considerado fácil, pois exige competência, visão de mercado e profissionalismo. Depois da implementação ou dos ajustes necessários, o que determinará êxito na área é o alinhamento à gestão e uma análise constante pelos gestores.
Tenha em mente que três questões que deverão ser respondidas ao contratar um fornecedor: percepção das necessidades da empresa, negociação de investimento e a comunicação constante. Preço não é tudo!
* Miguel Ruiz é fundador da MR Consultoria, empresa de outsourcing de TI